O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) apresentou, no dia 9 de agosto, uma nova proposta de reajuste salarial aos servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que estão em greve desde 10 de julho. A paralisação já causou prejuízos ao atendimento do órgão.
O governo federal ofereceu duas opções de reajuste, ambas contemplando todos os servidores ativos, aposentados e pensionistas. A primeira proposta, que não incorpora a Gratificação de Atividade Executiva (GAE) ao vencimento básico, oferece um reajuste acumulado de até 30,5% até 2026. Já a segunda proposta inclui a incorporação da GAE, resultando em um vencimento total de até R$ 16.676,27 para servidores de nível superior na classe especial em abril de 2026.
Em detalhes
Além disso, ambas as propostas incluem ampliação da tabela remuneratória de 17 para 20 padrões, reajustes em janeiro de 2025 e abril de 2026, e melhorias nos valores da Gratificação de Desempenho de Atividade do Seguro Social (GDASS).
A proposta do MGI também aborda outras demandas da categoria, como a regulamentação do Comitê Gestor da Carreira e o cumprimento do Termo de Acordo de Greve 01/2022, que está em tratamento pelo INSS.
Nada firmado
Os servidores do INSS ainda não aceitaram a nova proposta do governo e têm até o fim desta semana para se posicionarem. A expectativa é que as negociações avancem.
Enquanto a greve continua, o INSS destaca que mais de cem serviços podem ser realizados pela plataforma Meu INSS, disponível via aplicativo ou site, além da central de atendimento 135, que opera de segunda-feira a sábado, das 7h às 22h.
Serviços como requerimentos, cumprimento de exigências e solicitações de auxílio por incapacidade temporária podem ser feitos remotamente, oferecendo alternativas para os segurados durante a paralisação.
